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Instituto Safeweb News 13


31/7/26 8:57
Editorial
Nos dias 26 e 27 de agosto de 2026, Porto Alegre será palco de um evento que chega em momento crítico para a saúde pública e ambiental brasileira. O II Fórum Nacional de Educação Energética: Gases de Efeito Estufa e Poluentes Atmosféricos Internos, realizado no Espaço de Eventos Vista Pontal, promovido pelo Instituto Safeweb em parceria com o BioHub Tecnopuc e organização da Inventa Evento, reúne especialistas e lideranças para debater um tema ainda pouco valorizado: a qualidade do ar em ambientes internos. Afinal, é entre quatro paredes, em casa, na escola, no trabalho e nos hospitais, que passamos mais de 90% do nosso tempo, respirando silenciosamente poluentes que impactam diretamente a saúde, a produtividade e o bem-estar. O fórum abordará mudanças climáticas, transição energética e, principalmente, a urgência de enfrentar os poluentes atmosféricos internos como um desafio da saúde pública.
O ponto alto da programação será o lançamento do Pacto Rio-grandense pela Descarbonização da Saúde, Gases e Poluentes Atmosféricos Internos, uma iniciativa histórica e inédita que reúne a classe médica gaúcha em um compromisso conjunto pela descarbonização dos ambientes de saúde e de trabalho. Compõem o Pacto lideranças como o Dr. Luiz Carlos Bodanese, cardiologista e professor titular da PUCRS; o Dr. Jefferson Pedro Piva, pediatra, o Dr. Airton Stein, epidemiologista, a Dra. Maria Dolores Bressan e a Dra. Valerie Noronha Menezes Kreutz, do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS); o Dr. Christiano Perin, da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Rio Grande do Sul; o Dr. Marcelo Porto, da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul; o Dr. Fabio Dantas Filho, da Sociedade Gaúcha de Medicina do Trabalho; a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS); e Alexandre de Souza Tavares, PhD em Transição Energética e Gestão da Informação, Diretor de PD&I do Instituto Safeweb e membro do BioHub Tecnopuc. Esta união da medicina gaúcha em torno de uma pauta ambiental representa o reconhecimento de que a saúde humana e a saúde do planeta são indissociáveis.
A exposição ocupacional a poluentes atmosféricos internos é uma realidade que atinge milhões de trabalhadores brasileiros. Jornadas inteiras em locais com qualidade do ar comprometida geram absenteísmo, doenças ocupacionais crônicas e queda de produtividade. Paralelamente, a ciência já demonstra os impactos multissistêmicos da poluição interna na saúde da população: doenças cardiovasculares, patologias respiratórias, respostas alérgicas, efeitos no genoma humano e impactos severos em crianças e idosos. A urgência de garantir ambientes laborais e domésticos saudáveis como direito fundamental nunca foi tão evidente.
O Pacto Rio-grandense pela Descarbonização da Saúde não é apenas um documento solene. Este movimento tem o potencial de gerar impactos econômicos e sociais profundos: reduzir custos com saúde para o SUS e planos de saúde, pois a prevenção de doenças associadas à má qualidade do ar diminui internações, procedimentos e uso de medicamentos de alto custo; reduzir custos para empresas com gestão de saúde do trabalhador, com queda no absenteísmo, afastamentos e incapacidades laborais decorrentes de doenças ocupacionais respiratórias e cardiovasculares; melhorar a qualidade de vida da sociedade rio-grandense, garantindo ambientes internos mais saudáveis em escolas, hospitais, residências e locais de trabalho; e servir de modelo para o Brasil, levando os resultados e as metodologias desenvolvidas no Rio Grande do Sul como referência nacional para políticas públicas de descarbonização da saúde.
As instituições e entidades signatárias reconhecem a necessidade de educar, alertar e orientar a sociedade, os gestores públicos e privados e os responsáveis técnicos sobre os riscos decorrentes das emissões de gases e poluentes atmosféricos internos provenientes de múltiplas fontes como: fogões, fornos, aquecedores, chuveiros, caldeiras, sistemas de cocção, queima de GLP, metano e outros combustíveis fósseis, bem como produtos, equipamentos, insumos e materiais que emitam poluentes no ambiente interno, além da contribuição de gases e partículas que ingressam do ambiente externo por infiltração, ventilação ou circulação de ar, de modo a subsidiar ações de prevenção, controle da exposição e comunicação de risco, especialmente em escolas, creches, postos de saúde, hospitais e ambientes hospitalares, refeitórios de empresas, restaurantes, cafeterias, supermercados, órgãos públicos e empresas em geral.
O II Fórum Nacional de Educação Energética e o Pacto Rio-grandense pela Descarbonização da Saúde são um chamado à ação. Convidamos gestores públicos, operadoras de saúde, dirigentes empresariais, profissionais da medicina de todas as especialidades, sindicatos, academia e a sociedade civil organizada a se engajarem nesta causa. A descarbonização da saúde não é uma escolha técnica é um imperativo ético com retorno econômico comprovado. O Rio Grande do Sul, mais uma vez, assume a vanguarda em uma causa de relevância nacional. Que este movimento inspire o Brasil a respirar um futuro mais saudável.
Instituto Safeweb
Educação energética, saúde ambiental e compromisso com a vida.
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