A educação é uma das principais ferramentas para enfrentar a crise climática e transformar a relação da sociedade com o meio ambiente. Essa é a avaliação da reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Márcia Barbosa, que defende a ampliação do debate sobre sustentabilidade nas escolas e universidades.
Segundo a pesquisadora, compreender o processo científico das mudanças climáticas é fundamental para reduzir os impactos ambientais e preparar a população para os desafios futuros. “A partir deste conhecimento das emergências podemos tanto desacelerar os processos de destruição ambiental como pensar em uma nova sociedade que será mais sustentável”, afirmou.
Márcia Barbosa também destacou que os desastres ambientais não acontecem de forma isolada, mas são resultado da combinação entre emergência climática e vulnerabilidades sociais. Para ela, além de reduzir os danos ambientais, é necessário investir em estratégias de adaptação e diminuição de riscos.
Entre os principais desafios para inserir a sustentabilidade no ensino, a reitora aponta a necessidade de discutir as origens históricas da crise climática e os setores responsáveis pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa. Ela defende que escolas e universidades utilizem dados científicos para estimular reflexões sobre mudanças no modelo de desenvolvimento e nas práticas cotidianas.
A cientista também ressaltou a importância da educação ambiental desde a infância. “As crianças são o futuro para o meio ambiente”, disse. Segundo ela, ensinar sustentabilidade nas escolas pode influenciar comportamentos individuais, decisões coletivas e políticas públicas voltadas à preservação ambiental.
Reconhecida internacionalmente pelas pesquisas sobre a molécula da água e pela defesa da participação das mulheres na ciência, Márcia Barbosa é professora titular do Instituto de Física da UFRGS e integrante da Academia Brasileira de Ciências. Em 2024, foi eleita reitora da universidade.