Editorial
Relatórios recentes da Organização Meteorológica Mundial (OMM), mostram que o aquecimento global não é mais uma projeção distante, mas uma crise em tempo real. Relatórios recentes confirmam que 2025 foi o terceiro ano mais quente da história, com temperaturas médias globais cerca de 1,43°C acima dos níveis pré-industriais, o segundo foi 2024 (1,55°C). Apesar do resfriamento temporário causado pelo La Niña, os últimos 11 anos (2015-2025) formam a década mais quente já registrada. Organismos mundiais afirmam que o desequilíbrio energético da Terra atingiu níveis recordes, com oceanos absorvendo mais calor e gases de efeito estufa em concentração máxima, reforçando que o aquecimento acelerou nos últimos dez anos, impulsionado por emissões humanas.
Não se trata de alarmismo, são dados de satélites, termômetros e modelos validados por centenas de cientistas. Eventos extremos como furacões intensificados, nevascas severas em janeiro de 2026 apesar do calor global e secas prolongadas marcam o ano. O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), que reúne centenas de cientistas de 195 países para avaliar evidências sobre aquecimento global, alerta que impactos como perda de biodiversidade e instabilidade alimentar poderão se prolongar por décadas, mesmo se as emissões pararem hoje.
No entanto, o descrédito persiste, alimentado por narrativas políticas e interesses econômicos. Céticos argumentam que o aquecimento é "ciclo natural" (como El Niño/La Niña) ou "manipulação de dados". Falso: o La Niña de 2025 freou o aquecimento, mas os recordes continuaram provando a tendência antropogênica dominante. Acusações de "fraude" ignoram consensos independentes de agências como OMM, NASA e Outras. Muitos descréditos vêm de lobbies fósseis ou desinformação em redes sociais, que exploram eventos locais para negar o aquecimento global. A consequência do descrédito não é inocente, ela atrasa ações como transição para renováveis, custando muitos bilhões em danos futuros.
É hora de priorizar FATOS, investir em mitigação e adaptação. A NEGAÇÃO não resfria o planeta – só agrava a conta para gerações futuras.
Luiz Carlos Zancanella, D.Sc.
Presidente do Conselho de Administração do Grupo Safepar
Destaques
Neste episódio do Biocast, recebemos Alexandre Tavares para conversar sobre o Instituto Safeweb. Sediada em Porto Alegre, essa organização sem fins lucrativos atua como o braço de responsabilidade socioambiental da empresa de certificação digital Safeweb, focando em projetos de sustentabilidade e preservação.
Um ponto relevante da conversa é o trabalho do instituto na certificação de selos de sustentabilidade e inventários de gases para empresas. Alexandre explica que o foco atual da pesquisa está voltado aos gases e poluentes atmosféricos internos. Ele discute como a transição energética deve ocorrer não apenas na matriz elétrica, mas também na substituição de produtos derivados de combustíveis fósseis que utilizamos dentro de casa e no ambiente de trabalho.
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