O ano de 2026 deve marcar umanova fase da agenda ESG no Brasil, com maior protagonismo da dimensão social.Temas como dados sociais, direitos humanos, transição justa, impacto mensuradoe inteligência artificial responsável passam a ocupar espaço estratégico nasdecisões de empresas, governos, investidores e organizações da sociedade civil.
A análise tem como referênciapublicação do Portal do ESG, que aponta cinco tendências capazes de redefinir asustentabilidade social no país: a consolidação do reporte social baseado emdados, a diligência em direitos humanos, a mensuração do valor social, atransição justa e a governança social da inteligência artificial.
Para o Instituto Safeweb,esse movimento reforça a necessidade de compreender a sustentabilidade de formaintegral. A agenda sustentável não se limita à proteção ambiental. Ela tambémenvolve responsabilidade com trabalhadores, comunidades, territórios,consumidores, populações vulneráveis e futuras gerações.
A nova fase do “S” do ESGdeve ampliar a cobrança por transparência e comprovação de impacto. Empresasbrasileiras ligadas a cadeias globais, investidores internacionais ou setoressensíveis tendem a ser cada vez mais demandadas a demonstrar como identificam eenfrentam riscos sociais.
A diligência em direitoshumanos também deve ganhar força, especialmente em temas como trabalho digno,combate à discriminação, prevenção de violações em cadeias produtivas, canaisde denúncia, monitoramento de fornecedores e participação da altaadministração.
Outro ponto central é atransição justa. A descarbonização da economia, o avanço das energiasrenováveis, a automação e a inteligência artificial precisam considerar seusefeitos sobre empregos, renda, comunidades e economias locais.
A inteligência artificial,por sua vez, surge como uma das novas fronteiras da sustentabilidade social. Seaplicada sem critérios de equidade, transparência e responsabilidade, atecnologia pode ampliar desigualdades. Por isso, sua governança deve sertratada também como tema de direitos humanos.
O Instituto Safeweb reforça que a sustentabilidadesocial será cada vez mais decisiva para organizações que desejam atuar comresponsabilidade, credibilidade e visão de futuro. Medir impactos, protegerpessoas e integrar o social à estratégia será fundamental para fortalecer aagenda ESG no Brasil.