Estressores ambientais e saúde cardiovascular
Recente declaração da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), do Colégio Americano de Cardiologia (ACC), Associação Americana do Coração (AHA) e da Federação Mundial do Coração (WHF), esclarece que embora os fatores de risco tradicionais para doenças cardiovasculares sejam amplamente reconhecidos, há evidências crescentes de que os fatores de risco ambientais como: poluição sonora, luminosa, do ar, contaminação do solo e da água, poluição química e mudanças climáticas, desempenham um papel cada vez mais significativo na gênese e prevalência das doenças cardiovasculares. Esses estressores ambientais contribuem para doenças cardíacas por meio de vias biológicas compartilhadas e interconectadas, a interação entre estes múltiplos estressores amplifica o risco cardiovascular total, reforçando a necessidade urgente de estratégias de prevenção integradas, baseada no conceito de “exposoma” (a totalidade das exposições ambientais de um indivíduo ao longo da vida).
De acordo com a recente declaração, os estressores ambientais, que incluem desde partículas finas (PM2.5) até gases como o Dióxido de Nitrogênio (NO2) e o Monóxido de Carbono (CO), compõem um risco residual que muitas vezes anula os benefícios de tratamentos clínicos tradicionais. As entidades alertam que a qualidade do ar em clínicas e hospitais é um fator determinante para o prognóstico do paciente, exigindo que a medicina moderna integre o monitoramento ambiental como parte essencial do cuidado cardiológico.
Conscientização em Saúde Pública e treinamento em saúde
A promoção da saúde cardiovascular exige uma abordagem integrada, conscientização pública sobre o conceito de exposoma e fortalecimento da formação acadêmica de profissionais de saúde. Atualmente, a percepção limitada da população sobre estressores como poluição sonora, química, luminosa e do ar, dificulta a adoção de medidas preventivas individuais, enquanto a lacuna nos currículos médicos relega os fatores de risco ambientais a um plano secundário em relação aos riscos tradicionais. Para reverter este cenário, é fundamental considerar os estressores ambientais como fatores de risco semelhantes aos tradicionais fatores de risco - hipertensão arterial e diabetes – salientando a necessidade de capacitar os profissionais de saúde para mitigar os impactos biológicos das exposições ambientais ao longo de toda a vida do paciente.
Cardiosul: Pioneirismo e Certificação de Excelência
Antecipando-se a essa tendência global e priorizando a segurança absoluta de seus pacientes, a Cardiosul - Clínica de Cardiologia, sob a direção do renomado Dr. Luiz Carlos Bodanese, deu um passo histórico ao buscar a certificação de seu ambiente clínico. A clínica implementou protocolos rigorosos de monitoramento e mitigação de poluentes, garantindo um atendimento que minimiza a exposição a estressores atmosféricos internos prejudiciais à saúde do coração.
Essa busca pela excelência levou a Cardiosul a se tornar a primeira clínica a adotar os critérios de uma certificadora reconhecida nacionalmente por seu rigor técnico e base científica. O processo de auditoria e validação assegura que a clínica não apenas cumpre normas básicas, mas lidera o setor de saúde na adoção de padrões internacionais de qualidade do ar interno.
Instituto Safeweb: A Primeira Certificadora do Brasil
A instituição responsável por emitir este selo de sustentabilidade é o Instituto Safeweb, que se consolidou como a primeira certificadora no Brasil a desenvolver uma metodologia específica para este tipo de validação ambiental no setor de saúde. O instituto atua na vanguarda da descarbonização e da gestão da informação ambiental, transformando dados científicos complexos em selos de confiança que atestam a segurança de ambientes fechados.
A liderança da pesquisa científica por trás deste selo é exercida pelo Dr. Alexandre Tavares, Diretor de PD&I do Instituto Safeweb, membro do BioHub TECNOPUC. Com vasta experiência em transição energética e gestão da informação, o Dr. Tavares coordena o desenvolvimento de tecnologias que permitem realizar o inventário preciso e orientar a mitigação de gases e poluentes atmosféricos, garantindo que a certificação possua o mais alto nível de evidência científica e aplicabilidade.
Um Marco para a Cardiologia Brasileira
A conclusão deste processo coloca o Dr. Luiz Carlos Bodanese em uma posição de destaque absoluto no cenário médico nacional: ele é o primeiro cardiologista do Brasil a possuir uma clínica com este certificado de segurança ambiental. Ao integrar a ciência da qualidade do ar com a prática cardiológica, o Dr. Bodanese não apenas protege o coração de seus pacientes contra doenças, mas também contra o ambiente que os cerca.
Este selo de sustentabilidade representa o compromisso da Cardiosul com a segurança do paciente e a sustentabilidade, servindo como um novo padrão de referência para a medicina privada no país e reforçando que, na cardiologia moderna, cuidar do ar é tão vital quanto cuidar dos fatores de risco cardiovasculares
Segundo Seltenrich (2024), existe evidências científicas robustas de que a combustão de gás em ambientes internos é uma fonte crítica de poluentes como Dióxido de Nitrogênio (NO2), Benzeno e Formaldeído, cujas concentrações frequentemente ultrapassam os limites de segurança estabelecidos pela OMS. A pesquisa demonstra que esses gases não apenas agravam condições respiratórias, mas provocam estresse oxidativo e inflamação sistêmica, atingindo diretamente a integridade cardiovascular. O estudo alerta que a ventilação passiva é insuficiente para mitigar esses riscos, evidenciando uma lacuna perigosa entre a prática comum e a segurança biológica necessária em ambientes de saúde.
Diante desse cenário, o selo de sustentabilidade do Instituto Safeweb consolida-se como a resposta técnica e científica para garantir ambientes internos verdadeiramente salubres. A certificação transforma o monitoramento de poluentes em um rigoroso protocolo de proteção à vida, validando que instituições como a Cardiosul operam sob controle efetivo de emissões. Ao invés de apenas "limpar o ar", o selo assegura a mitigação na fonte e a conformidade com padrões internacionais, oferecendo ao mercado uma métrica de confiança que reduz custos hospitalares e protege a saúde de trabalhadores e pacientes vulneráveis.
Após consolidar o pioneirismo na segurança ambiental com a certificação da qualidade do ar Interno, o Dr. Luiz Carlos Bodanese projeta a Cardiosul para o próximo nível de excelência através da busca pela certificação ESG (Environmental, Social, and Governance), visando integrar a mitigação de poluentes internos à responsabilidade social e à governança transparente, transformando a clínica em um ecossistema de saúde resiliente que alinha o cuidado cardiovascular aos mais altos padrões globais de sustentabilidade, integridade institucional e proteção absoluta à vida dos pacientes e da sociedade.
Referencias:
Environmental Stressors and Cardiovascular Health: Acting Locally for Global Impact in a Changing World. JACC Jan 20, 2026 - Epublished DOI: 10.1016/j.jacc.2026.01.015
SELTENRICH, Nate. Clearing the Air: Gas Stove Emissions and Direct Health Effects. Environmental Health Perspectives, [S. l.], v. 132, n. 2, p. 022001, fev. 2024. DOI:10.1289/EHP14358
Estiveram presentes na entrega da certificação da Clínica Cardiosul
Prof. Dr. Eduardo Giugliani, Head at IDEIA – S&T Center, PUCRS - Tecnopuc
Guido Ulrich / Instituto Safeweb
Prof. Dr. Rafael Baptista, Coordenador do BioHub - Tecnopuc
Dr. Alexandre Tavares, Diretor PD&I do Instituto Safeweb, membro do BioHub – Tecnopuc
Dr. Luiz Carlos Bodanese | Cardiosul
Dr. Luiz Carlos Zancanella – Presidente do Conselho de Administração | Grupo Safepar
Marcos Eizerik – CEO - PFC Comunicação