Uma trajetória construída dentro da educação começa a ganhar uma nova dimensão na agenda da sustentabilidade e da saúde dos trabalhadores no Rio Grande do Sul. Claudete Souza, educadora, doutoranda em Educação e diretora da Escola Mesquita, foi indicada pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS), Amarildo Cenci, para contribuir com a disseminação de conhecimento sobre descarbonização e qualidade do ar interno junto ao movimento sindical gaúcho.
A indicação amplia uma experiência que já vinha sendo desenvolvida no ambiente escolar. Conforme as informações fornecidas para esta pauta, a Escola Mesquita direcionou atenção especial à sustentabilidade e à qualidade do ar interno, com medidas voltadas à redução da utilização de equipamentos a gás e à adoção da indução. A instituição tornou-se a primeira escola do Estado a receber o Selo de Sustentabilidade e encontra-se em processo de certificação ESG Bronze, inserindo a educação ambiental também na rotina de alunos e da comunidade escolar.
A experiência demonstra como conceitos normalmente associados às grandes agendas ambientais podem chegar a espaços cotidianos. Qualidade do ar interno, eficiência energética, redução da utilização de combustíveis fósseis e proteção à saúde deixam de ser apenas temas técnicos e passam a integrar uma proposta educativa. É justamente essa capacidade de transformar conhecimento em educação que passa a ocupar espaço também no universo sindical.
A indicação feita pela presidência da CUT-RS considera a formação de Claudete, sua experiência como educadora e seu conhecimento em sustentabilidade, transição energética e qualidade do ar interno. A proposta é utilizar essa experiência para auxiliar na disseminação desses conceitos entre sindicatos ligados à Central no Rio Grande do Sul.
O movimento ocorre em um contexto no qual a própria CUT-RS passou a incorporar medidas práticas relacionadas à transição energética. A entidade recebeu do Instituto Safeweb o Selo de Sustentabilidade após substituir o fogão a gás utilizado em suas dependências por equipamento de indução. De acordo com o material institucional fornecido, a alteração elimina a queima de combustíveis fósseis naquele ambiente interno, reduzindo a emissão local de gases e poluentes e relacionando a medida à saúde dos trabalhadores, à segurança ocupacional e à responsabilidade ambiental.
Na ocasião da certificação, o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, destacou que a sustentabilidade também precisa estar presente nas práticas cotidianas das instituições. A entrega contou ainda com representantes do Instituto Safeweb, entre eles Alexandre de Souza Tavares, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), e Guido Ulrich.
A atuação destinada a Claudete Souza acrescenta um componente educacional a esse movimento. Conforme as informações apresentadas para a pauta, a CUT-RS reúne mais de 315 sindicatos no Estado. A perspectiva apresentada é de que o conhecimento sobre qualidade do ar interno, sustentabilidade e descarbonização possa circular entre as entidades e, a partir delas, alcançar também os ambientes profissionais nos quais os trabalhadores estão inseridos.
Essa lógica amplia o alcance da educação ambiental: o sindicato deixa de discutir sustentabilidade apenas como uma agenda institucional e pode atuar também como multiplicador de conhecimento. A qualidade dos ambientes internos passa a dialogar diretamente com saúde ocupacional, prevenção e condições de trabalho, aproximando a realidade diária das pessoas.
A indicação de Claudete também está relacionada à participação no Pacto Rio-Grandense pela Descarbonização da Saúde, conforme as informações fornecidas para esta matéria. Nesse espaço, sua contribuição deverá estar ligada especialmente à educação, à descarbonização e à disseminação de conhecimento capaz de chegar aos sindicatos e, por meio deles, aos trabalhadores.
Para o Instituto Safeweb, que vem articulando ações relacionadas à sustentabilidade, educação ambiental, transição energética e qualidade do ar interno, aproximar o conhecimento técnico de instituições educacionais e organizações representativas dos trabalhadores amplia a capacidade de transformar conceitos em práticas concretas.
A trajetória construída por Claudete ajuda a conectar justamente esses diferentes ambientes. Da escola para o movimento sindical, a educação permanece como elemento central: primeiro ao introduzir sustentabilidade e qualidade do ar na formação da comunidade escolar; agora, ao contribuir para que esse conhecimento alcance entidades que representam trabalhadores em diferentes setores do Rio Grande do Sul.
Mais do que transferir conceitos, a proposta abre espaço para uma cultura de sustentabilidade baseada em informação. Quando escola, sindicato, trabalhadores e instituições passam a compreender como decisões relacionadas à energia e aos ambientes internos podem repercutir na saúde e no meio ambiente, a transição energética deixa de ser uma discussão distante e passa a fazer parte das escolhas realizadas todos os dias.