Em entrevista à assessoria de imprensa do Instituto Safeweb, secretário Samuel Souza detalha a reorganização da pasta, a revisão das compensações ambientais, a revitalização do Parque Tancredo e as medidas planejadas para aprimorar a gestão ambiental do município

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A reorganização administrativa, a digitalização dos procedimentos, a ampliação da coleta seletiva e o fortalecimento das políticas de educação ambiental estão entre as prioridades da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Cachoeirinha.
Em entrevista concedida à assessoria de imprensa do Instituto Safeweb, o secretário municipal Samuel Souza apresentou as primeiras medidas adotadas à frente da pasta e detalhou projetos relacionados à preservação das áreas verdes, ao licenciamento ambiental, às compensações ambientais e à participação da comunidade nas ações de sustentabilidade.
Contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade, professor, graduado em Processos Gerenciais e pós-graduado em Gestão Financeira e Controladoria, Samuel Souza havia completado 46 dias no comando da secretaria quando concedeu a entrevista. Segundo o gestor, a proposta da nova administração está fundamentada em três eixos: organização, planejamento e sustentabilidade.
Quais são hoje as principais prioridades da Secretaria do Meio Ambiente de Cachoeirinha na área da sustentabilidade?
Samuel Souza: Assumi a secretaria há 46 dias e encontramos uma estrutura que ainda não possuía padronização dos procedimentos, instruções normativas consolidadas e uma organização administrativa adequada. Também identificamos a necessidade de melhorar as condições de trabalho dos profissionais lotados na pasta.
As primeiras medidas foram direcionadas à reorganização da estrutura e à padronização dos procedimentos internos. Entre as ações adotadas está a Instrução Normativa nº 01 de 2026, que regulamenta os procedimentos da fiscalização ambiental municipal.
Também construímos um fluxograma para demonstrar as etapas e as responsabilidades envolvidas nesses processos. Segundo nosso levantamento, essa é a primeira instrução normativa elaborada na história da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade de Cachoeirinha.
Que ações concretas o município tem desenvolvido para ampliar a coleta seletiva, a reciclagem e a destinação correta dos resíduos?
Samuel Souza: Enfrentamos recentemente alguns problemas relacionados à coleta seletiva no município. A empresa responsável pelo serviço já foi notificada, e também entramos em contato com a Superintendência de Compras e com o Gabinete da Prefeita.
Estamos avaliando a possibilidade de contratação ou credenciamento de uma nova empresa para executar a coleta seletiva. Nosso objetivo é melhorar a qualidade do atendimento e ampliar esse serviço, que é muito importante para Cachoeirinha.
Como a Prefeitura pretende envolver a população, as escolas e as empresas locais nas metas de educação ambiental e nas práticas sustentáveis?
Samuel Souza: Logo que assumimos a secretaria, solicitamos à Secretaria de Planejamento a elaboração de um projeto de revitalização do Parque Tancredo. Trata-se de um espaço histórico para o município e que fez parte da minha própria infância e adolescência, quando eu frequentava o local com a escola, com meus pais e com amigos.
Queremos revitalizar o parque e reabrir as trilhas que existiam no local. A proposta é receber estudantes da rede municipal de ensino e utilizar o espaço para ampliar as atividades de educação ambiental.
Também pretendemos reabrir o parque nos finais de semana, permitindo que a população tenha maior acesso ao espaço e às ações relacionadas ao conhecimento, à preservação e à consciência ambiental.
Em relação às empresas, estamos estruturando melhor o setor de licenciamento ambiental e promovendo reuniões de alinhamento. Também iniciamos um levantamento da legislação municipal e identificamos que algumas questões ainda não são devidamente contempladas pelas normas existentes.
A partir desses estudos, mantemos diálogo permanente com o Poder Legislativo para promover os ajustes necessários e permitir que Cachoeirinha avance de maneira sustentável, conciliando sustentabilidade, desenvolvimento econômico e desenvolvimento social.
Existem projetos em andamento ou planejados para a preservação de áreas verdes, a recuperação de recursos hídricos e a redução da poluição urbana em Cachoeirinha?
Samuel Souza: Participamos recentemente da apresentação de um projeto de lei na Câmara Municipal de Cachoeirinha. Uma das propostas é garantir que as compensações ambientais de empresas e empreendimentos instalados no município sejam realizadas dentro da própria cidade.
A realidade encontrada é que parte dessas compensações acaba sendo executada em municípios vizinhos, como Gravataí, Glorinha e Santo Antônio da Patrulha.
Com a nova legislação, que está sendo debatida entre o Poder Executivo e o Legislativo, acreditamos que será possível ampliar os recursos destinados ao Fundo Municipal do Meio Ambiente.
Esses valores poderão contribuir para a preservação das áreas verdes, das Áreas de Preservação Permanente e para a recuperação de espaços degradados. A proposta é desenvolver projetos que fortaleçam a proteção e o desenvolvimento ambiental de Cachoeirinha.
Quais indicadores a secretaria utiliza para medir os resultados das políticas de sustentabilidade e quais metas pretende alcançar nos próximos anos?
Samuel Souza: Quando chegamos à secretaria, no início de junho, encontramos uma grande quantidade de documentos físicos. Os procedimentos administrativos, de fiscalização e de licenciamento ambiental ainda utilizavam muito papel.
Após reuniões com as chefias dos setores, definimos que os procedimentos deveriam passar por um processo de digitalização, com a utilização do sistema e do software disponíveis na secretaria.
Com isso, conseguiremos medir resultados, acompanhar a quantidade de protocolos respondidos, verificar os prazos de atendimento e quantificar melhor o trabalho realizado pelas equipes.
A digitalização também permitirá a elaboração de relatórios mais completos. A partir dessas informações, poderemos compreender onde estamos, identificar os principais desafios e estabelecer metas de médio e longo prazo para desenvolver uma Cachoeirinha ambientalmente preparada para o futuro.
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