Promovido pelo Instituto Safeweb, encontro reunirá especialistas nos dias 26 e 27 de agosto, em Porto Alegre, para discutir qualidade do ar, emergência climática, descarbonização, mercado de carbono e transição energética

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A poluição atmosférica não está presente apenas nas ruas, nas zonas industriais ou nas áreas de grande circulação de veículos. Dentro de residências, escolas, hospitais, escritórios e outros ambientes fechados, partículas, gases e diferentes contaminantes podem afetar silenciosamente a saúde, o bem-estar e a produtividade das pessoas.
Esse será um dos principais temas do II Fórum Nacional de Educação Energética: Gases de Efeito Estufa e Poluentes Atmosféricos Internos, que será realizado nos dias 26 e 27 de agosto de 2026, no Vista Pontal Espaço de Eventos, em Porto Alegre.
Promovido pelo Instituto Safeweb, em parceria com o BioHub Tecnopuc e com organização da Inventa Evento, o encontro reunirá profissionais da saúde, pesquisadores, gestores, representantes do setor produtivo e especialistas em clima, inovação, sustentabilidade, legislação e mercado de carbono.
A proposta é aproximar ciência, tecnologia, saúde e gestão para ampliar a compreensão sobre a qualidade do ar interno e construir soluções voltadas ao monitoramento inteligente, à descarbonização dos ambientes e à criação de padrões capazes de tornar os espaços mais saudáveis e sustentáveis.
Para o presidente da comissão científica do fórum, Alexandre de Souza Tavares, PhD, a exposição a poluentes em ambientes fechados precisa ser tratada como uma questão relevante de saúde pública.
“A exposição silenciosa a poluentes dentro de casas, escolas e locais de trabalho impacta diretamente a saúde, a produtividade e o bem-estar das pessoas, tornando esse um desafio urgente de saúde pública”, afirma Tavares.
A qualidade do ar interno estará no centro de diferentes painéis da programação. O epidemiologista Dr. Airton Tetelbom Stein abordará o tema “Poluição, Desinformação e Qualidade do Ar Interno”, destacando a importância da informação qualificada para a prevenção de riscos e a adoção de políticas públicas.
Os efeitos da poluição sobre crianças e ambientes domésticos serão discutidos pelo pediatra Dr. Jefferson Pedro Piva. Já o cardiologista Dr. Luiz Carlos Bodanese apresentará uma análise sobre os riscos cardiovasculares relacionados à exposição a poluentes.
A programação também contará com a participação do Dr. José Miguel Chatkin, que tratará da relação entre poluição e doenças respiratórias, e da Dra. Lavinia Schuler, responsável por abordar os possíveis efeitos da poluição sobre o genoma humano.
A diversidade das áreas médicas representadas demonstra que a qualidade do ar não pode ser analisada apenas sob uma perspectiva ambiental. Trata-se de um tema conectado à prevenção de doenças, à saúde ocupacional, à produtividade, à educação e à qualidade de vida.
Ambientes fechados sem ventilação adequada, monitoramento ou controle de contaminantes podem favorecer a concentração de partículas e agentes potencialmente prejudiciais. Por isso, o fórum pretende contribuir para que empresas, gestores públicos, instituições de ensino e a sociedade ampliem a atenção dedicada ao assunto.
A emergência climática será outro eixo estratégico do encontro. O climatologista Dr. Carlos Nobre ministrará a palestra “Emergência Climática: Desafios a Enfrentar — Riscos de Tipping Points de Biomas Brasileiros”.
Os chamados pontos de não retorno representam situações em que alterações ambientais podem ultrapassar limites críticos, provocando transformações profundas e potencialmente irreversíveis nos ecossistemas.
A abordagem reforça que a transição energética, a redução das emissões e a preservação dos biomas precisam ser compreendidas como componentes de uma mesma agenda. As decisões relacionadas à produção de energia, ao uso dos recursos naturais e à ocupação dos territórios têm reflexos diretos sobre o clima, a economia e a saúde das populações.
O avanço do mercado de carbono também será analisado durante o fórum. O Dr. Caio Rocha coordenará painéis destinados a explicar o significado desse mercado para a sociedade e para as empresas.
O tema envolve mecanismos que atribuem valor econômico à redução ou à compensação das emissões de gases de efeito estufa. Para que esse mercado tenha credibilidade, entretanto, é necessário garantir critérios técnicos, transparência, rastreabilidade e segurança nos processos de certificação.
Nesse contexto, o Dr. Luiz Carlos Zancanella, CEO da Safecarbon, apresentará a certificação como instrumento de segurança para o mercado de carbono.
A presença da pauta na programação demonstra que a descarbonização deixou de ser apenas uma questão ambiental. Ela já influencia estratégias empresariais, decisões de investimento, modelos produtivos, reputação institucional e competitividade.
A importância da agenda ESG nas estratégias das organizações brasileiras será abordada por Bia Valter Tavares, conectando os compromissos ambientais, sociais e de governança à gestão de riscos e à sustentabilidade dos negócios.
A inovação como instrumento da transição energética será discutida em painel coordenado pelo Dr. Eduardo Giugliani, com participação do BioHub Tecnopuc e do Dr. Rafael Reinheim Baptista.
O debate deverá apresentar caminhos para aproximar pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e aplicação prática de soluções capazes de reduzir emissões, melhorar o monitoramento ambiental e elevar a eficiência dos ambientes e sistemas produtivos.
A legislação brasileira relacionada à qualidade do ar interno e à descarbonização também terá espaço na programação. O Dr. Fabiano Faes apresentará o arcabouço legal existente e os desafios para a implementação de normas, padrões e mecanismos de fiscalização.
O presidente da Emater/RS-Ascar, Dr. Cleison Duval, abordará os pagamentos por serviços ambientais como forma de remuneração a produtores, comunidades e organizações que desenvolvem ações de conservação, recuperação e proteção ambiental.
O instrumento permite conectar sustentabilidade e geração de renda, valorizando economicamente iniciativas que contribuem para a manutenção dos recursos naturais e para o equilíbrio climático.
Ao promover o II Fórum Nacional de Educação Energética, o Instituto Safeweb busca criar um espaço de articulação entre ciência, empresas, universidades, poder público e sociedade civil.
Mais do que reunir especialistas, o encontro pretende estimular a formulação de iniciativas concretas relacionadas à qualidade ambiental, à saúde ocupacional, à saúde pública, à descarbonização e à transição para uma economia de baixo carbono.
A realização do fórum também reforça a importância da educação energética. Para que a transição seja efetiva, não basta substituir fontes de energia. É necessário ampliar o conhecimento da sociedade sobre emissões, consumo responsável, eficiência energética, saúde ambiental e impactos das escolhas individuais e coletivas.
Ao colocar a poluição do ar interno no centro dessa discussão, o evento chama a atenção para um problema que muitas vezes permanece invisível. Melhorar a qualidade dos ambientes onde as pessoas vivem, estudam e trabalham representa uma medida de prevenção, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.
Evento: II Fórum Nacional de Educação Energética: Gases de Efeito Estufa e Poluentes Atmosféricos Internos
Datas: 26 e 27 de agosto de 2026
Horários: 26 de agosto, das 8h às 17h; 27 de agosto, das 8h às 19h
Local: Vista Pontal Espaço de Eventos
Endereço: Rua Oswaldo de Lia Pires, 100, bairro Cristal, Porto Alegre/RS
Promoção: Instituto Safeweb
Parceria: BioHub Tecnopuc
Organização: Inventa Evento
WhatsApp: (51) 3311-1101
E-mail: doda@inventaevento.com.br
Inscrições: link para venda de ingressos disponível nos canais oficiais do evento.
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