Editorial

Um pacto pelo ar que respiramos: o Rio Grande do Sul na vanguarda da descarbonização da saúde

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A ciência já demonstrou com sólidas evidências o que muitas vezes passa despercebido: passamos cerca de 90% do nosso tempo em ambientes internos — casas, escolas, hospitais e locais de trabalho — onde os gases e poluentes atmosféricos frequentemente atingem concentrações muito superiores às do ar externo. Fogões, aquecedores, caldeiras, a queima de GLP e de combustíveis fósseis, além das partículas que penetram do ambiente externo, impactam de forma silenciosa a saúde humana, atingindo com maior gravidade idosos, gestantes, crianças e portadores de doenças crônicas, com comprometimento dos aparelhos respiratório, cardiovascular e do sistema nervoso central. É diante desse cenário que nasce o Pacto Rio-grandense pela Descarbonização da Saúde, liderado pelo Instituto Safeweb, um movimento institucional inédito que une ciência, medicina e responsabilidade socioambiental para educar, alertar e orientar a sociedade, os gestores públicos e privados e os responsáveis técnicos sobre os riscos das emissões atmosféricas internas.

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O Pacto propõe uma agenda concreta e mensurável, elaboração de uma tabela de produtos, equipamentos e fontes emissoras, contemplando, gases e poluentes atmosféricos internos — e o desenvolvimento de metodologia padronizada de medição, monitoramento e inventário da qualidade do ar interior, com relatórios técnicos comparados a referências nacionais e internacionais. A partir desse diagnóstico, será estruturada uma estratégia progressiva de troca, substituição e modernização tecnológica, priorizando soluções mais limpas, eletrificação eficiente e inserção de energias renováveis — transformando cada ambiente atendido em um espaço mais seguro, saudável e alinhado às melhores práticas globais de descarbonização.

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A grande força deste movimento está na união das principais instituições da saúde gaúcha. Além da liderança do Instituto Safeweb, o Pacto conta com a adesão e o protagonismo do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS), do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do RS e da Sociedade Gaúcha de Medicina do Trabalho, contando ainda com o apoio decisivo de diversos sindicatos e entidades representativas dos trabalhadores do estado. Cardiologistas, pediatras, pneumologistas, epidemiologistas e especialistas em medicina do trabalho somam seus conhecimentos para correlacionar dados ambientais e clínicos, gerando evidências científicas robustas e políticas públicas baseadas em dados reais — um ecossistema que posiciona o Rio Grande do Sul como referência nacional em proteção da saúde ambiental e ocupacional.

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Este é um convite à toda a sociedade gaúcha: o Pacto é vivo, aberto à adesão de órgãos públicos, sindicatos, sociedades médicas, associações, sindicatos e entidades interessadas em construir juntos, um futuro mais saudável. Com metas pactuadas, monitoramento contínuo e a publicação anual de um relatório público de sustentabilidade, prestaremos contas à população sobre as emissões mitigadas, os avanços alcançados e os próximos passos. Respirar ar puro não é privilégio — é direito de quem cuida e de quem é cuidado. Que este pacto se espalhe do Rio Grande do Sul para todo o Brasil, transformando cada ambiente interno em um espaço de vida, saúde e esperança.

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Alexandre de Souza Tavares - PhD em Transição Energética e Gestão da Informação / Diretor de PD&I do Instituto Safeweb membro do BioHub Tecnopuc

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instituto SafeWeb News 18

9/9/26 12:43

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